O sal é uma combinação de dois elementos químicos: o sódio e o cloro. O sódio é um metal tão instável que se inflama em contato com a água. E o cloro é um gás letal. O resultado da combinação entre os dois elementos resulta no cloreto de sódio.
O problema para a saúde está no sódio e não no cloreto.
O sódio retém líquidos no organismo, elevando a pressão arterial, e facilitando assim, a deposição de gorduras nas artérias, que se dilatam. Isso pode levar ao infarto e há, assim, o risco de um acidente vascular cerebral. O consumo excessivo de sal pode também afetar os rins e piorar os sintomas da tensão pré-menstrual.
O processo no corpo é o seguinte: ao comermos muito sal, os níveis de sódio ficam altos no sangue. Aí, há a liberação de alguns hormônios, resultando na retenção de líquidos. Esta retenção pode aumentar o volume de sangue circulante e sobrecarregar o coração, elevando a pressão arterial.
Os idosos devem ter mais cuidado. Com o passar dos anos, o organismo diminui a capacidade de eliminação de sódio, aumentando as chances de infarto e derrame.
Para controlar a pressão arterial, além de regular o sal, coma alimentos com fibras e ricos em cálcio e diminua a gordura animal saturada.
O sal hipossódico que agora é moda, não é uma boa opção. Por ter sabor amargo, usamos em maior quantidade, o que acaba tendo o mesmo resultado do sal tradicional.
A estimativa é que cada brasileiro consome 10 gramas de sal por dia, enquanto que o limite saudável seria de 6 gramas. Cada grama de sal de cozinha equivale à quatrocentos miligramas de sódio, o que nos dá um limite de dois mil e quatrocentos miligramas de sódio por dia.
O sal que adicionamos à comida no dia a dia não é o único culpado por esta dose de exagero. É importante ressaltar que o sal está presente em quase todos os alimentos que consumimos. Sejam alimentos salgados ou não. Produtos industrializados, que comemos diariamente, como pães, queijos, cereais, bolachas, enlatados têm sal nas fórmulas. Chocolates, achocolatados matinais, compotas de frutas, sorvete de baunilha, balas e bolos também têm sal. Leia o rótulo destes produtos e verifique a quantidade.
Na indústria da alimentação o sal é utilizado porque enriquece o sabor dos alimentos. Nos doces ele quebra levemente o gosto do açúcar. E é também um mineral com alto poder de conservação nas carnes e embutidos.
Agora que você já sabe que o sal está até nos doces, fique alerta na quantidade consumida. E, para prevenir doenças como hipertensão, o cuidado vai além de pegar leve na hora do tempero.
O sal de mesa tem 40% de sódio. O consumo excessivo de sal pode causar o aumento da pressão sangüínea e levar à hipertensão, responsável por infarto. Se a hipertensão não for controlada, podemos apresentar problemas como: insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca congestiva. O sal que está nos embutidos pode colaborar com o tumor de estômago.
O ideal seria que hipertensos nunca ingerissem mais que dois gramas de sal por dia. Mas deixar de salgar a comida é uma medida extrema, pois o sal, consumido com moderação, é essencial para um mecanismo conhecido como bomba sódio-potássio, que regula a pressão sangüínea.
Uma boa dica é controlar o sal dos temperos, substituindo-o por salsinha, cebolinha, alho, cebola, louro e todas as ervas aromáticas, que além de perfumar o alimento, dão sabor e ainda fornecem ao nosso organismo antioxidantes, que previnem doenças e desaceleram o envelhecimento. Tente também não colocar sal na comida antes de experimentá-la. E prefira alimentos naturais, como verduras e frutas, que têm menos de 10 miligramas de sódio por porção.
Há dois tipos básicos de sal: o de rocha e o marinho. O sal de rocha é extraído de minas subterrâneas que foram formadas por lagos e mares que secaram há muitos anos. O sal marinho vem da evaporação da água do mar. Mas na prateleira do supermercado você vai encontrar muitas variações de sal. A maior oferta é do sal de cozinha, chamado de sal de mesa ou refinado. É o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, para se evitar o bócio o sal de cozinha deve ter iodo. Procure esta recomendação na embalagem.
Já na cozinha macrobiótica, o gersal e o sal marinho são muito utilizados. O gersal é um sal misturado com sementes de gergelim. O sal marinho muitas vezes é moído na hora.
Se você segue uma dieta de pouco sal, a melhor alternativa é o sal marinho, que por ser menos refinado tem o poder se salgar mais. Portant,o com menos quantidade de sal, você consegue um tempero adequado. O sal light deve ter indicação médica para ser consumido, principalmente se você tiver problemas cardiovasculares.
O sal grosso é aquele usado nos churrascos. Ele é consumido na forma que vem da extração, sem ser refinado.
Com granulação mais grossa, o sal kosher é extraído de mina ou do mar, mas precisa da supervisão de rabinos.
Mais difíceis de encontrar são o sal defumado, o de Guérande e o sal de aipo. O defumado tem sabor e aroma diferenciados. O Guérande, extraído na cidade francesa que dá o nome ao tipo de sal, é considerado o melhor do mundo. O de aipo é aquele sal tradicional de mesa misturado a grãos de aipo secos e moídos.